Clarice Falcão Brasil » Arquivo » Gregório Duvivier: “Desculpe o transtorno, preciso falar da Clarice”
início notícias clarice falcão galeria de fotos contato site
Escrito por Clarice Falcão Brasil 12.09.16 Matérias
Gregório Duvivier: “Desculpe o transtorno, preciso falar da Clarice”

Eles já namoraram por mais de cinco anos. O anúncio do fim do casamento foi feito em Novembro de 2014. Estão lançando um filme nos cinemas nesta quinta-feira, 15 de Setembro, gravado há dois anos atrás quando ainda estavam juntos. E parece que ainda não acabou para Clarice Falcão e Gregório Duvivier, mas não do jeito que você está pensando.

Durante a tarde de hoje, 12, o comediante publicou, em sua coluna para a Folha de São Paulo, o texto “Desculpe o transtorno,  preciso falar de Clarice”, uma declaração para a cantora com quem namorou anos atrás e que, hoje, estão divulgando o filme “Desculpe o Transtorno” estrelado por ambos.

Entre os comentários feitos à Clarice, Gregório – além de contar como se conheceram – destacou os melhores momentos e o término do relacionamento e terminou afirmando que a atriz sempre fará falta, voltando a citar dos filhos que não chegaram a ter.

Leia o texto publicado na íntegra logo abaixo:

Conheci ela no jazz. Essa frase pode parecer romântica se você imaginar alguém tocando Cole Porter num subsolo esfumaçado de Nova York. Mas o jazz em questão era aquela aula de dança que todas as garotas faziam nos anos 1990 –onde ouvia-se tudo menos jazz. Ela fazia jazz. Minha irmã fazia jazz. Eu não fazia jazz mas ia buscar minha irmã no jazz. Ela estava lá. Dançando. Nunca vou me esquecer: a música era “You Oughta Know”, da Alanis.

Quando as meninas se jogavam no chão, ela ficava no alto. Quando iam pra ponta dos pés, ela caía de joelhos. Quando se atiravam pro lado, trombavam com ela que se lançava pro lado oposto. Os olhos, sempre imensos e verdes, deixavam claro que ela não fazia ideia do que estava fazendo. Foi paixão à primeira vista. Só pra mim, acho.

Passamos algumas madrugadas conversando no ICQ ao som de Blink 182 e Goo Goo Dolls. De lá, migramos pro MSN. Do MSN pro Orkut, do Orkut pro inbox, do inbox pro SMS.

Começamos a namorar quando ela tinha 20 e eu 23, mas parecia que a vida começava ali. Vimos todas as séries. Algumas várias vezes. Fizemos todas as receitas existentes de risoto. Queimamos algumas panelas de comida porque a conversa tava boa. Escolhemos móveis sem pesquisar se eles passavam pela porta. Escrevemos juntos séries, peças de teatro, filmes. Fizemos uma dúzia de amigos novos e junto com eles o Porta dos Fundos. Fizemos mais de 50 curtas só nós dois —acabei de contar. Sofremos com os haters, rimos com os shippers. Viajamos o mundo dividindo o fone de ouvido. Das dez músicas que mais gosto, sete foi ela que me mostrou. As outras três foi ela que compôs. Aprendi o que era feminismo e também o que era cisgênero, gas lighting, heteronormatividade, mansplaining e outras palavras que o Word tá sublinhando de vermelho porque o Word não teve a sorte de ser casado com ela.

Um dia, terminamos. E não foi fácil. Choramos mais que no final de “How I Met Your Mother”. Mais que no começo de “Up”. Até hoje, não tem um lugar que eu vá em que alguém não diga, em algum momento: cadê ela? Parece que, pra sempre, ela vai fazer falta. Se ao menos a gente tivesse tido um filho, eu penso. Levaria pra sempre ela comigo.

Essa semana, pela primeira vez, vi o filme que a gente fez juntos —não por acaso uma história de amor. Achei que fosse chorar tudo de novo. E o que me deu foi uma felicidade muito profunda de ter vivido um grande amor na vida. E de ter esse amor documentado num filme —e em tantos vídeos, músicas e crônicas. Não falta nada.

FONTE

O que achou da declaração de Gregório? Concorda com a atitude do ator? Comente sua opinião aqui embaixo!

Compartilhe: Compartilhe no Twitter! Compartilhe no Facebook! Compartilhe no Google+! Compartilhe via e-mail!